Da língua tupi kaá/caá + pixaba (fazedor de roça) veio o nome de quem nasce na terra do
Espírito Santo, e foi na capital Vitória que encontrei a origem das famosas panelas de barro.
Em junho de 2011 estive por lá com minha amiga Uiara Araújo para provar e aprovar as
delícias da região capixaba. Visitamos dezenas de restaurantes e degustamos várias moquecas, apuramos e fotografamos os melhores do Espirito Santo para a revista Veja Comer e Beber.
Percorremos uma boa parte do estado, em Vila Velha provamos dezenas de caranguejos, em Guarapari reencontrando o artista plástico Vicente Bojovski que transporta as cores de suas telas para os pratos mais exuberantes em um cenário que remete o visitante ao mundo de Gaudí. Passamos também por Venda Nova do Imigrante que, sob a sombra da formação rochosa Pedra Azul, abriga uma casa do início do século passado, um charmoso e bucólico restaurante.
Espírito Santo, e foi na capital Vitória que encontrei a origem das famosas panelas de barro.
Em junho de 2011 estive por lá com minha amiga Uiara Araújo para provar e aprovar as
delícias da região capixaba. Visitamos dezenas de restaurantes e degustamos várias moquecas, apuramos e fotografamos os melhores do Espirito Santo para a revista Veja Comer e Beber.
Percorremos uma boa parte do estado, em Vila Velha provamos dezenas de caranguejos, em Guarapari reencontrando o artista plástico Vicente Bojovski que transporta as cores de suas telas para os pratos mais exuberantes em um cenário que remete o visitante ao mundo de Gaudí. Passamos também por Venda Nova do Imigrante que, sob a sombra da formação rochosa Pedra Azul, abriga uma casa do início do século passado, um charmoso e bucólico restaurante.
Após
essa maratona foto/texto/gastronômica decidimos conhecer a cooperativa das
Paneleiras de Goiabeiras, no bairro de mesmo nome, que fica a caminho do
aeroporto, três horas antes do embarque, malas prontas e a consciência
tranqüila por termos concluído um lindo trabalho, chegamos ao galpão das
artesãs.
Do
Vale do Mulembá vem o barro, que é a matéria prima para as mulheres que passam
os dias moldando e esculpindo a terra molhada, que depois de seca e cozida trará
o seu sustento, seu alimento.
Sem
torno de oleiro e ferramentas modernas, o trabalho é feito nas mãos, com as
mãos e nada mais, assim como se fazia antes da influência do velho mundo pelos
brasileiros originais, os tupis-guaranis, há mais de 512 anos.
Do
barreado paranaense a moqueca baiana, passando pelo empadão goiano, todos utilizam
a panela de barro, porém, a mais famosa é a capixaba, e moqueca sem panela de
barro não tem o mesmo sabor.
Moldar, secar, cozer, açoitar a panela com uma
seiva de árvore nativa fazendo com que ganhe a coloração característica e
tornado a peça impermeável é a rotina das Paneleiras de Goiabeiras e um pouco
desse processo você pode ver nestas fotos que fizemos.










A
caminho do aeroporto agora 7kg mais pesados, sim, pois não é possível voltar
sem comprar ao menos duas peças para presentear as quituteiras lá de casa,
ainda tivemos tempo para comer um hambúrguer no caminho, esse feito na chapa de
ferro, mas ai já é outra história.





Amigo, estive lá por uns dias acompanhando esse maravilhoso e duro trabalho delas... por coincidência hoje mesmo me lembrei, infelizmente pq ouvia uma matéria sobre o perigo de ingerir fumaça todos os dias. Ali o cenário é do bruto à delicadeza em um piscar de olhos.. seu site está lindo, Leo!
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